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Barletta

Os efeitos prejudiciais dos herbicidas.

Entenda como os defensivos tornam-se venenos dentro do organismo humano.

A exposição aos herbicidas é severamente tóxica para as células humanas.
A exposição é severamente tóxica para as células humanas.

Herbicidas são, na maioria dos casos, altamente tóxicos, principalmente os que contém ingredientes ativos não seletivos, ou seja, que matam a maioria das plantas impedindo-as de produzir as proteínas necessárias para seu crescimento. Geralmente quem produz esses herbicidas também necessita produzir as sementes de plantas geneticamente modificadas que são tolerantes a esses princípios ativos, caso contrário planta alguma sobrevive, nem mesmo as da cultura predominante.


As vendas mundiais desses herbicidas ultrapassaram a casa dos U$ 9 bilhões em 2019 devido à demanda criada pelas culturas geneticamente modificadas "e pelas políticas agrícolas internacionais que priorizam os lucros acima da saúde mundial. Sob a alegação de produzir alimentos para a humanidade, tecnologias agressivas degradam os solos, as águas, o meio ambiente e a saúde das pessoas em todo o mundo" (*).


Atualmente os modelos de produção alimentar não sustentáveis obrigam milhares de produtores a utilizarem sementes transgênicas, pesticidas exclusivos para culturas transgênicas e adubos químicos. Em consequência da imposição dessa prática no cultivo em larga escala, toda a vida do solo é destruída e as plantas não tem como receber nutrientes advindos do trabalho da micro, meso e macro fauna do solo, que normalmente ajudariam na decomposição da matéria orgânica, no crescimento, desenvolvimento e amadurecimento natural das plantas, fornecendo dezenas de micronutrientes a elas e oferecendo resistência natural contra doenças (*) Em 2015 a Organização Mundial da Saúde declarou um herbicida específico como provável cancerígeno, porém, as agências reguladoras ainda debatem sobre a segurança dele para o consumo humano. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA agora permite 50 vezes mais desse tipo de herbicida nas plantações de milho do que em 1996. Em 2015, mais de 220 milhões de libras foram gastas com esse herbicida somente nos EUA, empregado em culturas como milho e soja transgênicos, com os quais são produzidos os alimentos processados ​​com MSG (aditivos químicos), óleos vegetais, xarope de milho rico em frutose e ração animal.


Quanto mais usamos esses produtos químicos em nossos modelos de produção alimentar, mais difícil é evitar sua contaminação em nosso organismo. Com o uso tão difundido de herbicidas, a intoxicação indireta aumentou através do consumo de alimentos genéticamente modificados e de água potável contaminada, levando a uma infinidade de problemas de saúde.


Para medir o tamanho real do problema que a humanidade enfrenta é possível consultar pela internet a quantidade de agrotóxicos contidos na água tratada de todos os municípios brasileiros (LINK AQUI). Os dados utilizados nessa pesquisa são do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde do Brasil. (*)


Abaixo imagens com dados sobre a concentração de agrotóxicos na água tratada do município de São Paulo:


agrotóxicos na água tratada de são paulo
27 agrotóxicos foram encontrados na água tratada que abastece o município de São Paulo

agrotóxicos e câncer
11 estão associados a doenças crônicas como câncer.

Os herbicidas causam mais estragos no sistema endócrino humano devido aos níveis que são legalmente permitidos na água potável.


veneno na água
16 outros agrotóxicos completam a lista de substâncias químicas contidas num simples copo de água...

Com relação a água, é ilusão pensar que ao comprar e consumir água mineral engarrafada você está livre do problema. Os agrotóxicos tendem a contaminar os lençóis freáticos espalhando-se por todos os aquíferos até contaminar a água em escala nacional. Para mais informações sobre a contaminação da água potável no Brasil acesse esse LINK.

 

Saúde dos Agricultores


Sobre a saúde no campo, os agricultores expostos aos herbicidas têm o dobro do risco de desenvolver linfoma não Hodgkin (câncer que começa no sistema linfático), devido aos seus efeitos no sistema imunológico. A exposição mínima por inalação de alguns herbicidas, mesmo em concentração 450 vezes menor do que a usada na pulverização, danifica o DNA das células. A exposição aos herbicidas também está ligada a cânceres de tireoide, fígado, pâncreas, rins e bexiga.


Alguns herbicidas são conhecidos por serem um disruptor endócrino. O sistema endócrino regula o metabolismo, crescimento, desenvolvimento, função dos tecidos, função sexual, reprodução, sono e humor. Os cientistas associaram a exposição a esses herbicidas ao aumento da incidência de doenças como a doença celíaca e de Crohn, intolerância à lactose e ao glúten, fígado gorduroso, síndrome metabólica e condições neurológicas, incluindo autismo, TDAH e doença de Alzheimer.


No Instituto de Pesquisa Dr. Rath realizamos um estudo para avaliar os efeitos do herbicida em várias dosagens nas células humanas (**). Usamos fibroblastos de pele humana para imitar a exposição direta desse herbicida em contato com a pele e também em células renais, uma vez que ele também foi associado ao aumento do risco de danos nos rins em trabalhadores expostos ao seu contato.

 

Nossos resultados confirmaram que a exposição ao herbicida é severamente tóxica para as células humanas.

 

Nesse estudo também usamos diferentes fórmulas de suplementos nutricionais disponíveis comercialmente para avaliar seus efeitos protetores contra os danos celulares causados ​​pela exposição ao herbicida, para determinar se eles são eficientes na proteção contra um herbicida amplamente utilizado.


A combinação específica de micronutrientes que mostrou efeitos protetores celulares continha antioxidantes potentes como vitamina C, chá verde, extratos de plantas, quercetina, entre outros nutrientes combinados com base no princípio da sinergia.


 

Como se proteger?


A melhor maneira de protegera a sua saúde e a saúde da sua família contra esse e outros herbicidas é evitar todos os alimentos geneticamente modificados e processados, principalmente os que contenham milho, soja e canola.


Apoiar ativamente movimentos urbanos e rurais comprometidos com modelos de agricultura sustentável já não é mais uma causa ideológica. Trata-se de uma questão de saúde e sobrevivência (*).


Além de consumir alimentos orgânicos e agroecológicos, as pessoas também devem considerar a inclusão de suplementos de micronutrientes cientificamente pesquisados em suas dietas, em fórmulas que respeitem o princípio de sinergia. Além disso, é fundamental que haja um processo de esclarecimento e conscientização em todo o mundo a fim de promover modelos de agricultura sustentável. Também é de grande importância exigir regulamentações rígidas contra a presença desses agentes tóxicos na água e na alimentação que consumimos desavisadamente.

 

Referências:


(*) NT

(**) M Chatterjee, et al., Cellular Medicine and Natural Health Journal, Mar 2017



 


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